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22/10/2014

Interferência Disfuncional no UPmanga.

Hoje a noite, encontrei esse vídeo, um vídeo que eu nunca conseguiria ter feito melhor, sobre a minha história Interferência Disfuncional - é como um trailer da história, e cara, eu fiquei muito, mais muito feliz. I.D tem muito de mim, quando escrevi a história estava passando uma fase bem melancólica - mas acho que certas histórias trazem aquilo que existem dentro ao serem feitas. Um sentimento de apego a um filho que não existe - pois ainda não sou pai - veio a tona sem saber porque desse sentimento, acredito que retratei algo que sentiria quando um dia for pai. Muito estranho. 
Quero agradecer a equipe do UPmanga que editou o vídeo e cada vez mais da uma atenção a I.D.



14/10/2013

Dia das crianças - meu presentei foi desenhar elas.

Meu irmão mais velho aos 12 anos brincando de segurar uma tabua de madeiro enquanto um outro primo apontava um estilingue tentando acertar a tabua, teve o olho atingido por uma pedra onde  foi internado as pressas,  varias vezes já ouvi minha mãe contar essa história, ela teve de buscar ajuda nos hospitais em São Paulo pois ele estava perdendo a visão do olho esquerdo passando a ter de usar olho de vidro. Sozinho e ele na cidade grande,  chorando, pediu a Deus desesperada que não deixasse isso acontecer com ele e que todos os anos no dia das crianças ela faria uma festa, e assim essa promessa a partir do próximo ano passou a vingar pois meu irmão saiu ileso onde o médico afirmou não saber o que tinha acontecido pois a retina do olho dele colou do dia pra noite (ele estava curado pelo promessa). (¬¬) Muitos anos depois meu irmão faleceu por um acidente. Ontem 5 anos depois da morte dele, dela decidiu reacender essa promessa pois após sua morte não tinha mais feito festinhas - não sei o motivo, mas ontem apenas sei que ela fez a festinha do dia das crianças fazendo um bolo do tamanho de uma porta, pãozinho com salchicha e guaraná. Eu participei da brincadeira desenhando as crianças - foi muito divertido pois todo mundo queria um desenho e fiquei ate as 20:00 hs desenhando, valeu a pena porque minha mãe ficou muito feliz.
 











03/05/2013

Apenas um conto de (A estrela mais distante).



Em um mundo cheio de altos e baixo, vendo as estrelas no céu, que brilhavam feito diamantes reluzidos contra um farol, me encantei pela estrela mais distante do planeta, seu brilho estava milhares e milhares de quilômetros luz terra de mim, era impossível de ser tocada, então eu passei somente admirá-la, passei somente a conviver com a esperança, que com o tempo tornou-se sonho de um dia ter ela pra mim.
Ao longo da vida, isso desde que a existência da estrela tomou conta dos meus pensamentos e desejos, eu plantei árvores, árvores que depois de crescidas passariam proporciona a madeira mais resistente que eu conhecia, e delas construí uma escada, uma enorme escada que chegaria a ultrapassar o céu, meu objetivo era alcançá-la.
A estrela tinha um nome, seu nome dado pelos deuses mais poderosos do universo, era felicidade, a felicidade estava tão distante de mim, que mesmo os melhores amigos que me viam sentado no moro olhando pra cima, choravam por me ver apaixonado por algo tão difícil de conseguir, eles preferiam que eu me apaixonasse pelas coisas da terra pois era mais fácil de alcançá-las, mas me ver naquele estado paravam um segundo do seu tempo para pensar porque eu nunca desistia dela, já que ela nunca poderia ser minha. Eles não encontravam a resposta e também não tinham coragem de me perguntar, mas a insegurança, um dos meus amigos mais complicados, sentou-se do meu lado em uma determinada noite, acariciou meu cabelo bagunçado pelo vento e indagou.
_Vai ficar aqui a noite inteira, vai ver ela desaparecer com a claridade do sol, esperar doze horas pra que ela volte a aparecer no céu, e mesmo assim não vai alcançá-la, não importa o quão grande seja sua floresta de árvores, a escada que está construindo não alcançará a felicidade. A insegurança era minha companheira de anos, desde criança foi uma amiga inimiga pra dizer “você não tem capacidade pra isso”, então vamos desistir e passar a aceitar a realidade. Não sei porque a dos muitos amigos que eu tive, a insegurança era a que mais pegava no meu pé.
A escada não passou da camada de ozônio, e nem chegaria a estrela mesmo se fosse utilizado todas as árvores do mundo, ela estava realmente muito longe de mim. O que eu não sabia e muito menos os meus amigos, foi mostrado em um dia qualquer.
As estrelas se apaixonam por aqueles que a idolatram, que admiram sua beleza e sua grandeza, não há um dia específico escrito como em um calendário dos máias ou subentendido pelas parágrafos da bíblia, é qualquer dia, não importa se é noite ou se está chovendo forte, se alguém faleceu em um hospital ou se alguém deu a luz na beira da estrada, um dia, a estrela desce de encontro com o seu admirador com a ajuda de alguém.
A estrela chamada felicidade bateu na porta da frente da minha cabana e pediu pra entrar, eu a olhei nos olhos e peguei-a pelas mãos dizendo que minha casa agora era o seu lar, ela entrou, pegou duas taças e colocou um vinho doce e suave e me perguntou.
_Quanto tempo você gostaria que eu ficasse morando aqui com você?
Eu somente respondi, enquanto houver batidas no meu coração.
A felicidade então colocou a mão no meu peito e entrou dentro do meu corpo repousando e se encaixando em cada canto, pelo vidro da janela, dava pra ver meus amigos sorrindo e não acreditando no que estavam vendo. Felizes por mim, discutindo entre eles sobre em parar de me incomodar.
Quero somente agradecer, a você que fez a doçura de buscar essa estrela pra mim.

Imagem do Google.

18/12/2012

Apenas um conto de (A chuva no fim da tarde).



As nuvens ficaram cinzas, escuras e começaram a se juntar, ao olhar para trás, o céu parecia noite. _Corre, vai cair um pé d'água daqueles de levantar os telhados! _ Foi o que ouvi da minha avó, ela gritava para mim do fundo do quintal de casa.

Aquela tarde entrei correndo para dentro mas queria ficar, ficar vendo as sacolas de supermercado voarem no céu, queria ficar vendo as andorinhas voltando para o abrigo a se proteger da chuva que viria, queria ficar vendo o asfalto ainda quente soltar fumaça pelas gotas d'água que caiam no chão.

Minha avó corria para recolher as roupas no varal, eu corria para que não desobedecer a uma ordem dela, mas no fundo eu queria ficar. Eu queria ficar pra sentir a chuva escorrer no meu rosto e estremecer com a água fria que escorreria no meu corpo quente. Queria fazer uma barreira com os pés na sarjeta para não deixar a aguá passar, mesmo sabendo que meus dois pés não iriam ser o suficiente. Eu queria ficar com as crianças que ficaram jogando betis, eu queria correr atrás da bola que era arremessada forte e atravessava a avenida e também queria sentir o perigo de atravessar para buscá-la. Eu queria naquela tarde viver mais um pouquinho do tempo de criança, viver o não saber se o que eu queria era porque eu queria, ou porque eu não podia ter.

Aquela tarde fiquei na sala assistindo a TV, mais prestava atenção no barulho da chuva do que em qualquer outra pessoa que estava ao meu redor. Nada me distraía, o chá quente com torradas feitas de fatias de pão e manteiga que acabava de sair do forno não me distraía, não me distraia a cena de amor que acontecia no filme da sessão da tarde, não me distraía minha vó engasgando com as torradas. A chuva estava tão forte que fiquei imaginando se tivesse lá fora viria um raio a me acertar na cara, fiquei pensando no que minha avó dizia que se proteger da chuva de baixo das árvores também atrairia raios.

Hoje a chuva cai lá fora e estou pensando porque fiquei pensando tanto e não enfrentei tudo e todos para que hoje essas lembranças focem de algo que aconteceu e não de algo que gostaria que tivesse acontecido. Uma atitude de rebeldia na infância me traria hoje coragem para uma atitude de rebeldia na minha vida adulta. Seria bom? Seria ruim? Seria uma oportunidade para não fingir ou fugir dos desejos que deparo ao deitar minha cabeça no travesseiro. Um comprimido a menos de Dorlex.

Hoje a chuva cai lá fora, e não disse tudo que queria dizer ao meu vizinho que me enlouqueceu no domingo com aquele volume alto do som ao fazer um churrasco. Não disse tudo a um amigo que foi morar em outra cidade e provavelmente nunca mais o verei, sinto a falta dele. Não disse aquele homem que me pediu um cigarro na rua que trabalhei muito para ter um maço cheio no bolso. Não disse tantas coisas. Ainda guardo tantas coisas. Prometo sair na chuva da próxima vez e me molhar, prometo não ficar passando vontade na sala enquanto que não é ali o lugar que eu queria estar.

Quando a chuva parou a primeira coisa que fiz foi sair no portão, queria ver se ainda encontrava as outras crianças jogando betis, curioso para ver como aquela forte chuva deixou a rua. Ao olhar para cima algumas nuvens se abriam mostrando por trás o azul do céu. Tudo havia silenciado, a rua até no fim dela estava vazia sem ninguém para contar como foi. E só eu pra contar como teria sido.

 

01/07/2012

Apenas um conto de (The Black Death City)

( Tagles é um simples morador da cidadezinha de Bird without wings, entre as milhares que existem no purgatório, belo dia Blaue, uma garota que ainda não morreu desembarca por la, ela encontra-se em coma entre a vida e a morte na terra e juntos vão fazendo do pacato local histórias com os variáveis passageiros que acordam no purgatório a espera do julgamento final).



Uma das coisas mais bonitas das vida é você amar o próximo sem esperar em troca.
Angelino aos seus 18 anos de idade havia se apaixonado por uma garota, e após ele descobrir que ela também estava apaixonada, decidiram se casar. Com a ajuda de seus pais, reformaram um apartamento no subúrbio de Nova York. Compraram aos poucos os móveis, tiveram filhos completando assim um ciclo da vida de duas pessoas que se conhecem, se apaixonam e decidem com partilhar da companhia um do outro, onde pra muitos casais isso dura anos e anos, para outros, as vezes dura até o dia que se descobre um inesperado tumor.


Estação de trem de bird without wings.

Era janeiro, eu sabia disso pois nessa época muitos descem do trem contando que estavam comemorando a passagem de ano, e ao voltarem pra casa morriam na estrada, um ou outro bebia demais ou não descansava direito e mesmo assim dirigia, fazendo muita sujeira na estrada e causando muito choro lá na terra.
E em janeiro, Dr Freed sempre ficava isolado, era batata, bastava essa época chegar pra não se ouvir mais a voz do grande cara que eu conheci. E uma bela manhã, dessas que eu sempre ficava curioso pra saber o que aquele homem guardava no peito que tanto parecia doer. Freed arrumou suas malas  pegou Gui no colo e decidiu partir. Eu da janela da cozinha presenciei aquela cena, corri até eles e perguntei o que ele estava fazendo.
_ Onde vai Freed?
_ Eu estou indo embora. Respondeu a mim com os olhos fundos, onde eu percebi que tinha chorado.
_ Porque, aconteceu alguma coisa, como você vai embora com o Gui e pra onde vai? _Perguntei tentando tirar do seu ombro sua mochila cheia de roupas e objetos particulares.
_Na verdade eu não vou embora, eu vou procurar alguém, alguém que está me fazendo muita falta, porém eu não sei quando vou voltar, não sei se vou encontra-lo. E como não sou bom com despedidas decidi apenas partir.
_ E quem é? _Perguntei curioso, pois sabia que de uma forma ou de outra, era esse o motivo que fazia com que Freed ficasse deprimido todo mês de janeiro. E foi quando aquele homem que adorava a pediatria, me contou a pequena história que viverá na infância demonstrando ser muito atencioso com coisas relacionado a família.
_Eu tinha 10 anos quando descobrimos, eu, minha mãe e meus irmãos que meu pai estava com um tumor Maliguino. O senhor Angelino era o cara mais forte que eu já tinha conhecido, e o cara mais incrível também. Como adora me exibir no joga da escola tentando ao máximo fazer um gol pra vê-lo gritar meu nome. Como odiava estar errado e ver ele me chamar atenção por algo que eu fizera no impulso de criança levada. Ao passar dos dias a doença fez aquele homem pesar 40 quilos. Acho que foi por isso que eu decidi ser médico, eu via meu pai naquele estado e não podia fazer nada, eu não tinha forças para carregá-lo e levá-lo para ver o sol nascer. Nos mudamos de Nova York, fomos morar no interior para uma casa onde ele não precisasse subir escadas ou pegar o elevador, para melhor o acesso dele a fisio terapia também, como no jardim da nossa casa existiam muitas árvores, muitas vezes enquanto brincava lá fora surgiam muitos pássaros cantarolando, eu desejava que meu pai de lá do quarto pudesse ouvir o quão bonito era aquele som, mas também nunca havia comentado sobre isso com ele, tinha medo dele dizer que não conseguia ouvir. Ele morreu em janeiro, não lembro bem o dia, não me atentei a isso, mas agora que estou aqui, acho que poderíamos nos encontrar e eu contar sobre essas coisas a ele.
_Você acha que vai encontrá-lo, você sente que vai encontrá-lo? Perguntei.
Não sei, o purgatório é maior do que a minha mente pode alcançar, mas não consigo ficar aqui, sei que vocês são uma família pra mim, mas não se compara a minha verdadeira família.
Freed me abraçou e pediu pra pedir desculpas por não se despedir de Blaue que ainda dormia. E com o pequeno bebê que ele, imagino eu, tratava como o seu pai lhe tratou, se foi, subiu no trem que estava passando e seguiu rumo ao nada em busca de alguém que lhe fazia bem.
Eu aquela tarde fiquei pensando a minha família também, fiquei pensando em meu pai e minha mãe. Seria muito inconveniente da minha parti dizer a Freed naquele momento que a morte nos leva a dimensões diferentes. Não temos dia, mês ou anos aqui, como já ouvi dizer um dia pra nós e como um século pra quem vive na terra, mas contradizem aqueles que acreditam que um séculos pra nos é um simples encher de pulmões, um simples espirro, um simples olhar. Se não fosse as dimensões e ilusões eu também iria atrás dos meus. Não é bom viver sem aqueles que ti ensinaram a caminhar.




23/06/2012

Apenas um conto de (The Black Death City)

( Tagles é um simples morador da cidadezinha de Bird without wings, entre as milhares que existem no purgatório, belo dia Blaue, uma garota que ainda não morreu desembarca por la, ela encontra-se em coma entre a vida e a morte na terra e juntos vão fazendo do pacato local histórias com os variáveis passageiros que acordam no purgatório a espera do julgamento final).


Nove crianças morreram, eram crianças de 5 a 10 anos, crianças que foram assassinadas brutalmente e teve seus corpos enterrados em um parque que hoje ganhara o nome de children angels, Crime que barbarizou os estados Unidos em 1995 na florida. O assassino nunca foi encontrado. Seus familiares até hoje buscam uma maneira de lembra-las fazendo todos os anos uma passeata e um dia de ação de graças reunindo muitas crianças no parque onde oferecem jogos e brincadeiras.
Elas ficarão na memoria de seus pais eternamente, onde carregarão a dor da perda e um sentimento de impotência. A vida as vezes esta a um passo do fim, e a um passo para talvez a Bird without wings.


Estação de trem de bird without wings.


O vento soprava forte, vinha ao longe da imensidão amarelado do deserto. O sol avermelhado não aparentava já ser duas da tarde, a cidade ganhou esse nome por algo que aconteceu a muito tempo, onde apenas os moradores mais antigos puderam presenciar uma revoada de pássaros que chegaram sem suas asas e esperaram dias na estação de trem um que seguisse para o norte, e foi um trem que vinha do norte, que desembarcou Chris Doner na pequena estação.
Meu nome é Tagles Laulear, adoro escrever e comer. Eu acordei com um pouco de frio aquela tarde, a casa onde eu moro é um sobrado de madeira e meu quarto é o último do corredor na parte de cima. Ao lado tem o quarto da Blaue e um outro cômodo vazio, que de vez enquanto passa ser o comodo da Sabrina. Sabrina é uma alma que está se decompondo e que adora viver no escuro, as almas se decompõe com o passar do tempo caso elas não busquem forças pra se amimar e recomeçar enquanto esperam o julgamento final, que só Deus sabe quando vai ocorrer, por esse motivo, não sei se ela ainda mora com a gente e não podemos ver ou se vai embora e volta quando da na telha, só é um pouco assustador topar ela sozinha no fim do corredor.
Na parte de baixo temos o quarto do Gui e do Dr. Freed Alencar. Gui é um bebê de 2 anos que Freed cuida desde que chegou, ambos parecem pai e filho, e Gui levou sorte em encontrar um médico quarentão que adorava a pediatria.
Tenho um bichinho de estimação chamado vampiro, é um rato que muitos o acham nojento, porém eu acho a coisa mais linda desse mundo.
E como estava dizendo, estava muito frio aquela tarde, no vidro da janela, podia ouvir os fortes grãos de areia sendo arremessados a uma velocidade de 40 por hora. Ouvi ao longe o barulho do trem e aquela terrível buzina que tocam quando vai parar na estação.
Desci até a cozinha pra ver o que tínhamos pra comer, já que muitas vezes a comida é de difícil acesso, ainda esse lugar não é o paraíso onde teremos pé de frutas por todos os lados, e por esse motivo faço alguns bicos do outro lado da cidade pra sempre termos o que comer. Então ouvi um choro em gritos do lado de fora vindo em direção a casa. Era Chris Doner desesperado tentando entrar pela porta da frente, eu logo corri ate a sala e tirei da gaveta da estante uma arma que faria um belo buraco na sua cabeça caso fosse algum forasteiro metido a besta querendo nos incomodar, mas sabia que no fundo era apenas mais um dos milheares que morrem e se desesperam sem saber onde estão e o que está acontecendo.



Temos em mente que após entrarmos em óbito na terra, ficamos sem consciência e vagamos mentalmente em nossas lembranças, e quando caímos em si e tudo se reconstitui, nos deparamos em algum lugar no purgatório, muitos acordam no trem, o que acontece é que sempre descem na primeira estação que avistam uma casa com as luzes acessas e a chaminé soltando fumaça.
_ O que você quer? Perguntei em alto e bom som com o cara já na porta.
Chris Doner não respondia, apenas chorava e pedia pra deixar entrar. Corri até o quarto do Dr. freed que ainda estava debaixo das cobertas e fui logo indagando a ele. _Tem um homem chorando na nossa porta, ele acabou de descer do trem.
Freed se virou e me olhou de um jeito sério onde eu pude entender com todas as letras que se eu abrisse, eu quem iria ter um buraco na cabeça. As vezes eu entendo ele, não podemos ajudar todo mundo em um lugar que, tudo bem, não se pode mais morrer, mas se pode torturar, viver carregando sua cabeça pelo braço, e sinceramente, já ouvi falar que se não tivermos mais o corpo, nossa consciência ainda vaga.
Voltei até a porta e gritei. _ Vai embora, vai embora, aqui não é lugar pra você! _ mas ele chorava pedindo pra entrar.
Foi quando vi Blaue descendo as escadas vestindo apenas sua camisola rosa, indo direto ao sofá perguntando.
_Quando vai parar de se importar com os outros? Se eles querem ajuda, desculpe, mas está batendo na porta errada, manda ele caçar os purpurinas, anjos sempre ajudam.
_ Você e seu mal humor, ele não para de chorar, não vê? E isso me incomoda!
_ Há! Daqui a pouco ele vai embora, não esquenta!
_Eu vou abrir!
_ Se você abrir essa porta Tagles Laulear, eu juro que acabo com você! _ Blaue se levantou do sofá e começou chutar a porta dizendo a Chris Doner que do lado de fora já estava caído no chão.
_Meu amigo, o negocio é o seguinte, some, aqui não é lugar pra você!
Mas foi quando algo que eu senti por dentro me fez destrancar a porta e empurrar Blaue pro lado, Crhis Doner me olhou com o rosto todo sujo pela poeira que grudava nas lagrimas, eu lhe estendi a mão e disse que ele não podia ficar ali, mas iria ajudar a encontrar um caminho. Chris me grudou pela blusa e começou a me socar com muita força, desesperada Blaue empurrou o cara nas escadas da varanda e me trouxe pra dentro.
Ela dizia rindo da minha cara.
_Toma, ajude um desconhecido que fica chorando na sua porta! Esse cara tem que sofrer e pagar muito pelos pecados que cometeu na terra, e olha que ele ainda nem foi julgado.
_ Você sabe de alguma coisa? _ Preguntei a ela que parecia falar como se o conhecesse.
_ Não. Mas o choro e atitude que eu acabei de presenciar me diz que ele nunca foi uma pessoa do bem. Blaue subiu as escadas ainda caçoando de mim.
Eu não queria contrariar a todos que por sinal tinha um pouco de razão, mas algo me dizia como sempre que todos nós apenas precisamos saber em qual direção seguir, somos perdidos tanto enquanto vivíamos na terra, o que dirá aqui. Eu sai pra fora novamente, claro, com a arma escondida na cintura, e falei a ele apontando para o leste dizendo que se ele seguisse naquela direção iria encontrar um tipo de abrigo, onde lhe dariam comida e algo pra vestir. Crhis Doner se levantou e foi andando na direção que apontei sumindo entre a poeira do deserto.
Ao entrar dentro de casa o Dr Freed estava em pé na porta da cozinha me olhando sério e perguntou.
_Por que fez isso? Além dele ti socar, porque o ajudou?
Eu Procurei falar em um tom que não parecesse grosseiro, pois sabia que por mais que todos também quisessem ajudar, as vezes certas atitudes não são a melhor coisa a se fazer.
_Não sei quem ele era, o que ele fez em vida e o que queria de nós, ele agiu pelo seu instinto, e eu apenas agi pelo meu. Sobi para o meu quarto e fui tentar dormir.

Crhis Doner havia assassinado 9 crianças e as enterrado em parque que hoje ganhará o nome de children angels, mas creio que mesmo assim, Deus estará acompanhando ele.




22/06/2012

Apenas Um Conto de (Crazy Sunshine)



(Taku é um garoto de 12 anos que mora com seu pai e seu avô no último e pequeno apartamento do edifício Boston, um dia uma espaço nave desgovernada cai em cima do seu apartamento e dela sai a pequena extratereste lucy e seus coelhos falantes, na qual contamina todos os moradores com um vírus chamado MACOyellow onde todo mundo agora é um poco louco).

Antônio tinha 13 anos quando seu pai achou de baixo do seu travesseiro uma
foto que ele recortou de uma revista, era um nadador que foi campeão mundial
das olimpíadas de 1914. Porém foi em uma noite de verão que pela janela seu
severo pai o pegou se Mastur* olhando aquela foto. Ele apanhou muito.


Edifício Boston.

 Antônio acordou e fazia meia hora que o Matador porteiro do edifício Boston havia deixado em sua porta o que de costume deixava todas as manhãs, seis pães no saquinho de papel, um leite e o jornal, porém desse vez tinha uma encomenda a mais, um envelope que parecia conter uma revista.
 Aos 75 anos, Antônio e pai de Amaurion que é pai do pequeno taku que é revoltadissimo com todos. Nessa manhã de 24 de julho, o inverno estava fazendo os ossinhos do senhor
Antônio doerem de tanto frio, o que ele fez, pós os pés dentro de uma bacia de agua quente enquanto comia o seu pãozinho com manteiga.
 Logo em seguida, acordaram os coelhos falantes, o kô e Gawa, que foram logo pra mesa tomar café da manhã junto a Antônio.
 _ Bom dia, o que tem para comer, estamos morrendo de fome? _Disse o kô e o Gawa juntos como se fossem um coro musical.
 _ Nada de diferente dos outros dias, pão, manteiga e café com leite, vocês querem? _ perguntou Antônio aos coelhos.
 _ Não queremos café da manhã de pobre, de onde nos viemos comíamos muito mais do que um mero pão com manteiga. _Exclamaram ao Antônio que se assustou com tal atitude. _ Mas fazer o que, se é o que tem pro café, nos dê.
 _ Desculpem, como são seres de outro planeta, imaginei que comecem uma comida diferente.
 _ sim, comíamos Alface.
 _ Mas alface temos aqui, é uma verdura que por sinal é bem mais barata que esse pãezinhos.
 _ Sim, mas cada pé é 400 reais.
 Os coelhos falantes comeram o pão, porém Antônio fez questão de dividir um pão em dois e dar
a eles.
 Kô e Gawa, vieram com a Lucy na espaço nave desgovernada que ainda reside atravessada na parede
da sala do apartamento deles no último andar, após um técnico checar, orientou a não tirar a espaço nave dali, pois iria derrubar o edifício Boston por mecher muito com a estrutura. Assim os coelhos falantes indagam olhando fixamente ao Antônio que finge não prestar atenção neles.
 _ Cabeças vão rolar, o prédio vai cair sobre vocês quando formos embora!
 Antônio se quer demonstra expressão, Esticando o braço, ele pega a caneca de agua que estava fervendo no fogão e derrama na bacia que estão os pés.
 _Tem medo de morrer Senhor Antônio? _Pergunta Kô com um tom de voz frio enquanto limpa a manteiga da faca de cortar o pão na linguá.
 _ Não, você tem? Responde Antônio com um tom de voz calmo.
 _ tenho medo de ficar velho e enrugado como você. _ responde kô sorrindo.
 _ Bem vindo a grande comédia chamada vida! _Antônio se levanta e volta a ligar o fogão e colocar mais água para ferver.
 Da janela da cozinha dava pra notar como as crianças se divertiam no estacionamento com uma bola de futebol, mesmo estando muito frio. Foi quando sem nenhuma intenção, Kô começou a passar suas patinhas folheando o jornal que estava sobre a mesa, ao ver um envelope que parecia contar uma revista dentro, decidiu por mera curiosidade abrir, e nesse exato momento Antônio largou tudo que estava em mãos derrubando canecas de água quente sobre a pia e sobre a mesa, descontroladamente buscando uma faca aos talheres da gaveta do armário, onde ele a cravou a sobre a mesa esguelhando. _tira a mão do envelope! _Kô, caiu pra trás agarrando Gawa pelos braços gritando desesperadamente lucy, onde foi correndo para o quarto!
 Antônio pegou o envelope e com uma risada grosseiramente sínica o abraçou, logo depois pôs agua quente na bacia e voltou a se sentar. No envelope contia a ultima edição do ensaio dos nadadores apenas de sunguinha campeões da olimpiada daquele ano.




*Mastur é a coisa que os adolescentes na puberdade mais gosta de fazer!